PAULO TORRES DESPEDIDO DO COMANDO DOS “DJURTUS”

O técnico português Paulo Torres foi despedido do cargo de selecionador de futebol da Guiné-Bissau, disseram esta manhã 14 de Outubro, à agência Lusa fontes da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB). Torres deixará o comando dos “Djurtus”, depois de cerca de dois anos de ligação.


Segundo as mesmas fontes da Lusa, o presidente da FFGB, Manuel Irénio Nascimento Lopes (vulgo Manelinho), comunicou a demissão na terça-feira, 13 de Outubro, na sequência dos maus resultados.

A decisão surge após a derrota da Guiné-Bissau por (1-3) diante da Libéria, em jogo da fase pré-eliminar do apuramento para o Mundial de Futebol de 2018 a realizar-se na Rússia, da qual o país ficou afastado.

“O Presidente da FFGB comunicou ao “mister” que dispensava os seus serviços, à frente dos jogadores, no balneário, logo depois do jogo”, disse à Lusa fonte da instituição federativa que presenciou o momento.

Para o primeiro vice-presidente da Federação, Joãozinho Mendes, que confirmou à Lusa ter recebido indicações de Manuel Irénio Nascimento Lopes no sentido de endereçar uma carta a comunicar à Direcção-Geral dos Desportos, na qualidade de entidade contratante, da dispensa dos serviços de Paulo Torres.

A agência noticiosa Lusa disse ter tentado, sem sucesso, entrar em contacto com o técnico português que orientava a seleção da Guiné-Bissau desde Novembro de 2013, com um contrato que devia vigorar até ao mesmo mês de 2016.

Ainda de acordo com a Lusa, lembrando que os números anunciados na altura em que iniciou as funções, Paulo Torres aufere um salário líquido de 3,5 milhões de francos CFA (cerca de 5.300 euros) o qual reparte com o seu adjunto, o também português Paulo ‘Russo’.

O técnico português adiantara à Lusa, horas antes do jogo com a Libéria, que estava com quatro meses de salários em atraso, sem que alguém da Federação ou do Governo assumisse um compromisso sobre o pagamento.

Todavia, uma fonte da FFGB confirmou à Lusa a existência de salários em atraso para com a equipa técnica e também de prémios em falta relativamente aos jogadores, referentes aos últimos três jogos realizados pela selecção de todos nós.

Sublinhe-se que por cada jogo pela seleção guineense, os jogadores recebem um prémio de mil euros, pagos pelo Governo.

Recorde-se que, com a derrota na terça-feira diante da Libéria por (1-3) e consequente afastamento dos jogos de acesso à fase de grupos do Mundial 2018, a Guiné-Bissau só volta a competir, em termos oficiais, em Março de 2016, com o Quénia, para tentar o apuramento para a fase final do CAN-2017 (Campeonato Africano das Nações) a realizar no Gabão.

Paulo Torres foi o quarto treinador português a orientar a Guiné-Bissau, depois de Guilherme Farinha, Luís Norton de Matos e Carlos Manuel, este último apenas dirigiu um jogo pela selecção guineense.



Por: Sene Camará