“MUITA GENTE ESTÁ DISPONÍVEL PARA NOS APOIAR BASTA QUE HAJA PAZ E ENTENDIMENTO ENTRE OS GUINEENSES” DSP

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, afirmou hoje que o país tem “muitos amigos” dispostos a apoiar o desenvolvimento, bastando que haja paz e estabilidade.


Domingos Simões Pereira falava em Bambadinca, vila do interior guineense, no ato de inauguração de uma central de energia solar e a gasóleo que vai fornecer eletricidade a cerca de oito mil habitantes.

De acordo com Domingos Simões Pereira, a presença do embaixador da União Europeia (UE) na Guiné-Bissau e de um representante da Cooperação Portuguesa na cerimónia, é prova da amizade que muitos países e organizações têm para com a nação guineense.

“Vamos agora para a mesa redonda [de doadores internacionais], no dia 25: muita gente está disponível para nos apoiar e a única coisa que nos pedem é que haja paz e entendimento entre os guineenses”, referiu.

O primeiro-ministro enalteceu a entrada em funções da central de Bambadinca, financiada pela UE, Portugal e Nações Unidas, frisando ser um investimento alinhado com a aposta do governo de promover o desenvolvimento a partir do interior do país.

Com o apoio da Índia, o mesmo tipo de iniciativa será levado a cabo pelo Governo na zona sul do país, anunciou Domingos Simões Pereira. Uma equipa técnica indiana já se encontra no país e nos próximos dias vai arrancar com os estudos para abastecer aldeias e vilas do sul do país com eletricidade.

O representante da UE, Vítor Madeira, salientou a disponibilidade de Bruxelas continuar com projetos de cooperação na Guiné-Bissau. A propósito, o primeiro-ministro destacou que a UE é o principal parceiro de desenvolvimento do Estado guineense.

Fábio Sousa, representante do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, destacou a importância do projeto de Bambadinca para a instituição. “O Camões sente-se honrado em poder participar um projeto tão nobre quanto este”, referiu.

Feitas as contas, a Guiné-Bissau só tem a perder com os momentos de instabilidade, destacou Domingos Simões Pereira, que exemplificou dizendo que os apoios da UE perdidos devido ao golpe militar de 2012 “dariam para construir 100 centrais” iguais à Bambadinca.

As relações entre Bissau e Bruxelas foram retomadas, na sequência das eleições de 2014 e do regresso à norma constitucional.

© Lusa