CAJU, A FRUTA DE BISSAU

INAUGURADA PRIMEIRA FÁBRICA DE SECAR CAJU NA GUINÉ-BISSAU

Uma empresa portuguesa inaugurou em 2014, uma fábrica na Guiné-Bissau que vai passar a secar a castanha do caju, principal produto de exportação no país, anunciaram os proprietários. A unidade com capacidade de secar 50 toneladas por dia é um investimento da empresa portuguesa Tentação Sarl na vila de Safim, a 25 quilómetros de Bissau, disse Fernando Gomes, um dos sócios da empresa lusa.
 
A unidade tem capacidade para secar e crivar a castanha de caju.Funcionará num sistema rotativo, mecanizado e simples, podendo também calibrar separar por tamanho a castanha e a respetiva amêndoa. Mário Mendonça, em representação da Agência Nacional do Caju ANCA, elogiou a nova fábrica frisando que “há muito que o país precisava de uma unidade desta natureza”, devido a problemas causados pela chuva que têm afetado o caju da Guiné-Bissau.
 
Para Mamadu Jamanca, presidente da Associação dos Importadores e Exportadores da Guiné-Bissau, todos os intervenientes do setor do caju “devem acarinhar” a iniciativa por ser, por enquanto, a única no país.Antes de embarcar a castanha guineense no porto de Bissau, o comprador indiano procede a uma avaliação da qualidade e quase sempre deita por terra grande quantidade do produto alegando má qualidade.