ARQUIPÉLAGO DE BIJAGÓS, GUINÉ-BISSAU


O Arquipélago dos Bijagós faz parte da Guiné-Bissau e é constituído por 88 ilhas situadas ao largo da costa africana, classificadas pela UNESCO como reserva da biosfera.


 Esta reserva conta com uma diversificada fauna na qual se contam, entre outras espécies macacos, hipopótamos, crocodilos, aves pernaltas, tartarugas marinhas e lontras. O arquipélago tem uma área total de 2.624km2 e uma população orçada em cerca de 30.000 habitantes (2006).

Apenas 20 das ilhas têm populações significativas, já que a maioria ou são desabitadas ou têm populações muito reduzidas. A população fala maioritariamente o Bijagó e professa religiões animistas: são profundamente crentes e dedicam cerca de cem dias por ano a rituais religiosos. O arquipélago conta com ampla autonomia administrativa. Entre as 88 ilhas pertencentes ao arquipélago, salientam-se:

Caravela, Formosa, Galinhas, Maio, Orango, Poilão, Ponta, Roxa, Bubaque, Rubane, Ilha de Uno ,João Vieira. 

A ilha de Orango é a mais distante do continente. Esta ilha tem muitos tipos de clima, desde o mais seco nas zonas de pouco pasto, savana, até uma muito húmido, quando se entra no meio da vegetação. Tem também muita fauna por explorar e documentar.

Na era pré-colonial o arquipélago constituía um importante ponto de passagem das rotas comerciais na costa ocidental Africana. Em 1930-1931 o antropólogo e fotógrafo Austríaco Hugo Bernatzik viveu no arquipélago onde documentou a vida do povo Bidyogo. A ilha de Orango tem uma sociedade matriarcal onde as mulheres escolhem os maridos ao cozinhar-lhes um prato (tradicionalmente peixe) que, sendo aceite e comido pelo pretendido, se torna o selo da união.

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